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Luz... Câmera... No ar! Bom dia, ouvintes! Tivemos (mais) problemas técnicos na transmissão e queríamos pedir desculpas porque não vamos poder fazer o upload do arquivo de som prometido no ultimo post. Mas logo que descobrirmos como fazer para colocá-lo aqui vamos colocar. O assunto de hoje é o profissional de rádio, mas a maneira como ele é retratado nas telonas. Em vários filmes encontramos referências a profissionais da Comunicação e a maneira muitas vezes romântica como eles são tratados. Em A Doce Vida (La Dolce Vita) vemos um jornalista que se infiltra num mundo de glamour e vive cercado de belas mulheres e luxos. Decerto, trata-se de um clássico do cinema, do cineasta Frederico Fellini, com a memorável atuação de Marcello Mastroianni, mas não retrata o mundo dos jornalistas de uma maneira geral. Usualmente é o que acontece em adaptações cinematográficas. Alguns filmes retratam o profissional de maneira a colocá-lo como o herói romântico, o homem cheio de virtudes que geralmente tem um inimigo crápula que age de acordo com os próprios interesses... Essa é a sétima arte, afinal. Mas em alguns filmes famosos sobre radialistas, a coisa é diferente. Os locutores e profissionais em geral envolvidos com o rádio são personagens reais e bem defendidos pelos seus interpretes. Desses filmes é possível tirar uma noção do que é o rádio e sobre como ele é feito, como são produzidos os programas e como é a vida pessoal dos radialistas. O filme que mais nos vem à memória quando falamos sobre rádio e cinema é Uma onda no ar, um filme de Helvécio Ratton, que conta a história de quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade. O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio. O filme traz uma reflexão pertinente sobre rádios comunitárias e a luta de algumas delas por uma legalização, alem da perseguição sofrida pelos membros. Tratando-se de uma obra brasileira, Uma onda no ar merece ser assistido e apreciado, tanto pela qualidade do elenco e da produção quanto pelo registro histórico (o filme se baseia em fatos reais). Um outro ótimo filme sobre rádio é o premiado Bom dia, Vietnã, que traz a historia de Adrian Cronauer (Robin Williams), um aeronauta que foi para o sudeste da Ásia para trabalhar como disc-jockey na Rádio Saigon, que era operada pelo governo americano. Em contraste com os tediosos locutores que o precederam, Cronauer é bem dinâmico e inicia sempre as transmissões com um sonoro e vibrante "Bom Dia, Vietnã", tocando músicas que não tinham sido aprovadas por seus bitolados superiores. Mas o que realmente chamava atenção eram as piadas que ele falava durante o seu programa, provocando a indignação de Steven Hauk (Bruno Kirby), um segundo tenente que era o superior imediato de Cronauer. A partir daí, surge o conflito entre Hauk e Cronauer. A brilhante atuação de Robin Williams como Cronauer – que lhe rendeu uma indicação ao Oscar mostra um radialista bem-humorado num contexto de conflitos que era o Vietnã da época. Imperdível. Um terceiro filme que merece ser lembrado é Na Era do Rádio, de Woody Allen. N ótica peculiar que é a marca registrada do cineasta, vemos o cotidiano de uma família de judeus fortemente influenciada pelos programas de radio da época. O contexto histórico do filme é a Segunda Guerra Mundial, o que coloca em evidencia os sonhos e planos da família, incerta sobre o futuro. O filme mostra a importância do radio em outros tempos em que ainda não se assistia TV e a identificação que as pessoas tinham com os radialistas. Um locutor era uma pessoa tão presente na vida de uma mulher quanto seus filhos ou maridos e muitas vezes, era a sua única companhia. Links relacionados: www.bocc.ubi.pt/pag/ paiva-claudio-jornalistas-no-cinema.pdf Traz um artigo de Cláudio Paiva sobre como os profissionais da comunicação são tratados pelo cinema. http://www2.uol.com.br/umaondanoar/filme/direcao_03.html Entrevista com o diretor de Uma onda no ar sobre o processo de feitura do filme e a sua relação com a Radio Favela. Nos próximos posts, confira algumas entrevistas com profissionais ligados ao rádio e muito mais informações sobre o universo do radialismo. Até a próxima. Texto de Otavio Oliveira
escrito por: Otavio Cohen, às 6:05 PM |
[Apresentação] Aos calouros do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais do primeiro semestre de 2006 foi requisitada a criação de blogs que facilitassem sua introdução no mundo da comunicação e aprofundassem-nos nos estudos da disciplina Campo Profissional da Comunicação. O nosso grupo ficou responsável pela criação e veiculação de um weblog sobre o Exercício Profissional do Rádio.
[Por que o Rádio?]
[Por que um blog?]
[Quem somos nós?]
Nayana de Castro
[Objetivos]
Haverá posts semanais abordando os temas pesquisados com uma maior profundidade e outros posts eventuais com o objetivo de descontrair, em que serão apresentadas curiosidades e matérias humorísticas. Pedimos também a sua colaboração. Comente, dê sugestões e faça críticas para que o nosso trabalho se torne cada dia melhor.
Obrigado,
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