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O Brasil precisa de voz?


O programa a Voz do Brasil (com o nome inicial de Hora do Brasil) foi instituído por Getúlio Vargas como parte da propaganda oficial do governo. A primeira transmissão data de 7 de setembro de 1938. Atualmente é transmitido por todas as emissoras comercias do país, a partir das 7 horas da noite. Com 1 hora de duração, o espaço é dividido igualmente pelos poderes Executivo e Legislativo para noticiário de suas realizações.

Há muito a obrigatoriedade da transmissão vem sendo discutida publicamente. Recentemente a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação das Emissoras de Rádio e TV do Estado de São Paulo (Aesp) se uniram para pedir ao presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo (Pc do B), a flexibilização nos horários enfatizando a polêmica.

As emissoras de rádio alegam que a obrigatoriedade da transmissão é inconstitucional, já que desrespeita a liberdade de comunicação e informação jornalística. Essa obrigatoriedade da veiculação da Voz do Brasil está prevista no Código Brasileiro de Telecomunicações. Outro argumento refere-se à perda de faturamento das emissoras durante o horário do programa.

A Voz do Brasil é o programa mais antigo do rádio. Uma pesquisa do Instituto Data Folha, feita em dezembro de 1995, concluiu que 88% dos brasileiros com idade acima de 16 anos conhecem a Voz do Brasil. Mais da metade deles aprova a obrigatoriedade de transmissão. Os defensores da Voz do Brasil acreditam que a flexibilização da transmissão será o primeiro passo em direção à extinção do programa.

Para o presidente da Abert, José Inácio Pizani o pedido é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e a decisão autoritária de veicular o programa às 19 horas tira a liberdade de transmissão no melhor horário para cada emissora.

Já o presidente da Câmara informou que há no Congresso um diálogo a favor de se verificar a flexibilização da Voz do Brasil e que fará esforços para que a votação ocorra o mais breve possível.

Atualmente, cerca de 60 emissoras de rádio transmitem o programa em horários alternativos amparados por medidas judiciais.


(Baseado no artigo “Aesp e Abert pedem flexibilização de ‘A voz do Brasil’” do site www.gpradio.com.br)

Texto de Paula Alkmim


E na próxima quarta feira, o próximo post incluindo um trecho da primeira exibição da Hora do Brasil. Não percam...

escrito por: Otavio Cohen, às 9:06 AM
pode falar!
[i-radiando]



[Apresentação]
Aos calouros do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais do primeiro semestre de 2006 foi requisitada a criação de blogs que facilitassem sua introdução no mundo da comunicação e aprofundassem-nos nos estudos da disciplina Campo Profissional da Comunicação.
O nosso grupo ficou responsável pela criação e veiculação de um weblog sobre o Exercício Profissional do Rádio.

[Por que o Rádio?]
O rádio foi responsável por grandes avanços no exercício da comunicação a partir das primeiras décadas do século XX, quando tornou a informação mais dinâmica. Dando um grande salto desde a criação da imprensa escrita, o rádio possibilitou a chegada da voz e da emoção até os ouvintes e conquistou logo um público fiel, que resistiu e resiste aos adventos da nova tecnologia.

[Por que um blog?]
Na era da internet, onde a informação é veiculada de maneira mais rápida (embora com restrições de acesso), um weblog é o caminho mais rápido para falar e ser ouvido. Sua estrutura que permite comentários e sugestões representa bem o modelo atual da rede mundial de informações, que une autores e leitores - que até se confundem em certo ponto - no aperfeiçoamento da página.

[Quem somos nós?]
O nosso grupo é formado por calouros do curso de graduação em Comunicação Social da UFMG.

Nayana de Castro
Otávio Oliveira
Paula Alkmim
Pedro Igor Martins
Raquel Freitas
Renata Carneiro
Renata Gibson
Ricardo Roquim
Stefânia Chaves

[Objetivos]
Nosso objetivo com a veiculação do blog I-Radiando é buscar informar e situar o leitor em relação ao rádio nos dias de hoje. Para isso, vamos buscar relatos históricos, apresentar dados estatísticos e entrevistas que demarquem a trajetória do rádio e do radialista na sociedade desde o início do século XX até o início do século XXI. Pretendemos também mostrar as novas tendências do exercício profissional do jornalismo e qual será a forma de se transmitir informações pelo rádio com o surgimento do Rádio Digital. Dando seqüência ao blog veiculado no semestre passado (ORADIO), abordaremos temas instigantes como a imagem do rádio e do profissional de radialismo produzida pelo cinema, as rádios virtuais, as novas e velhas tecnologias, o radiojornalismo, as estações que difundem música e informação independentemente de grandes empresas ou gravadoras, projetos experimentais universitários de rádio, a legislação do radialismo, entrevistas com profissionais, entre outros.

Haverá posts semanais abordando os temas pesquisados com uma maior profundidade e outros posts eventuais com o objetivo de descontrair, em que serão apresentadas curiosidades e matérias humorísticas.
Esperamos poder dar informações seguras e verdadeiras sobre o passado, presente e futuro do rádio e do radialista.

Pedimos também a sua colaboração. Comente, dê sugestões e faça críticas para que o nosso trabalho se torne cada dia melhor.

Obrigado,
a redação.

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